Conto: “O Diário de Chris Redfield”

Conto: "O Diário de Chris Redfield"

Capítulo 1: A Missão

O S.T.A.R.S. é uma unidade fundada em 1996 com o objetivo de combater a crescente taxa de crimes onde a polícia convencional não seria o suficientemente efetiva. A equipe foi formada como parte da campanha do prefeito Michael Warrens patrocinado pela Corporação Umbrella. É uma sigla para Special Tatics And Rescue Squad (Esquadrão de Táticas Especiais e Resgate). A unidade é dividida em duas equipes, os times Bravo e Alpha, eu faço parte do time Alpha.

Meu nome é Chris Redfield, tenho 25 anos e já faz um tempo que eu estou no S.T.A.R.S., e agradeço a Barry, um amigo e companheiro que trabalhou comigo anos atrás na Força-Aérea, e que me recrutou para os S.T.A.R.S. Servi na Força-Aérea aos 17 anos e acabei, depois de anos servindo, pedindo a baixa do meu cargo. Mesmo sendo um excelente piloto e por ter recebido diversas condecorações, envolvi-me em conflitos com meus superiores, pois não concordava e questionava algumas ordens que eles me passavam; ordens que não eram politicamente justas. Considero-me um homem com forte senso de justiça, lutando até o fim pelo o que julgo ser certo, por isso amo o que faço, ajudar outras pessoas. Essa determinação fez com que o S.T.A.R.S. me considerasse um combatente exemplar e um excelente franco atirador, além de que coleciono vários troféus por inúmeras missões bem sucedidas. Minha função nos S.T.A.R.S. é como batedor, ou seja, patrulhar, manter e assegurar as posições à frente da equipe.

Mas chega de enrolação, hoje é 24 de julho de 1998, e atualmente algumas notícias têm trazido bastantes preocupações para os cidadãos de Raccoon City, misteriosos assassinatos. E ninguém melhor para enfrentar esse problemão do que os S.T.A.R.S., nossos líderes suspeitam de que seja um “serial killer”, e as coisas só pioram, pois os misteriosos assassinatos aumentam a cada dia. Ontem foram enviados para os arredores das montanhas Arklay o time Bravo, pois os assassinatos ocorrem na maioria das vezes próximas a essa região, que fica nos arredores da cidade. Espero que eles tenham conseguido alguma informação; mas hoje, Wesker, o capitão do time Alpha me ligou pedindo para que eu chegasse o mais rápido possível na unidade dos S.T.A.R.S., e, por um momento senti, pelo modo como ele disse, que alguma coisa havia acontecido, alguma coisa ruim.

Nesse exato momento estou adentrando os corredores da unidade, próximo da sala do chefe da delegacia, o insuportável Brian Irons; sinceramente, eu não vou com a cara daquele homem. Quando prossigo mais ainda os corredores avisto alguém que me faz perder toda a preocupação, quem é ela? Jill Valentine, a única mulher que me deixa feliz quando estou perto dela, na verdade eu a amo, mas ainda não tive a oportunidade de dizer para ela o que eu sinto e pedi-la em namoro. Fico imaginando o momento em que meus lábios tocam nos dela, quando ela diz sim para a minha proposta, mas aí vem uma imaginação ruim, será que ela aceitaria ficar comigo? Será que diria sim? Talvez seja por isso que ainda não declarei meus sentimentos.

– Olá Chris? – fala Jill com sua voz suave e gentil.

– Oi Jill – respondo – Você tem ideia do que aconteceu?

– Não, na verdade todos estão esperando você. O delegado disse que só iria informar a situação quando todos os integrantes da equipe estivessem aqui.

– Então vamos, os outros já devem estar impacientes para saber o que aconteceu.

Quando abro a porta da sala e permito que Jill entre primeiro vejo todos reunidos, Albert Wesker; o líder do time Alpha; Barry Burton, o mesmo homem e amigo que me recrutou para a unidade e que tem a função na equipe de dar apoio ao batedor, ou seja, a mim; Joseph Frost, responsável pela manutenção de nossos equipamentos quando algum dá problema em missão; Brad Vickers, responsável pelos primeiros socorros de nosso time, e o mais medroso. Jill é responsável pela comunicação da equipe, além ser uma mestra em arrombamentos e em destrancar portas; e o insuportável delegado Brian.

– Que bom que chegou Chris – diz Wesker com sua voz sempre séria e fria.

– Chamei vocês aqui porque a situação é preocupante – interrompe Brian – Perdemos o contato com o time Bravo!

Essa informação pegou todos de surpresa, já imaginava que alguma coisa de ruim havia acontecido, mas mesmo assim, acabei assustado, até mesmo Jill não conseguiu tirar minha preocupação. A coisa é séria, quando perdemos contato com um time é sinal de que alguma coisa aconteceu, e boa coisa não é.

– Como? Mas o que terá acontecido com eles?! – pergunta Barry com a voz bastante preocupada, chegando até gritar com o delegado, tirando o ar de “congelamento” da sala.

– Vocês devem saber que misteriosos assassinatos andam acontecendo e que o time Bravo foi enviado ontem para os arredores da cidade, próximo às montanhas Arklay. – fala Brian ignorando o tom agressivo usado na pergunta de Barry – Há cerca de 24 horas, perdemos contato com a equipe, mas esperamos um tempo desejando que eles respondessem aos nossos contatos e que nada de mal tivesse acontecido, mas eles continuaram sem responder. Por isso chamamos vocês a essa hora da tarde.– Brian pára e depois de alguns segundos volta a falar – Tenho uma missão para vocês!

Uma nova missão não nos deixou surpresos, afinal já imaginávamos que isso iria acontecer, desde o momento que fomos chamados até a infeliz notícia do desaparecimento do time Bravo que só nos deixou mais preocupados e prontos para resgatar nossos amigos desejando que nada de mau os tenha acontecido.

– Tivemos contato pela última vez com a equipe próximo de uma floresta, é pra lá que vocês vão, espero que não me desapontem. O objetivo é resgatar sobreviventes do time Bravo e caso se deparem com informações sobre os assassinatos misteriosos tentem investigar, mas não vão muito longe, não quero perder contato com vocês. – ordena Brian.

– Sim senhor! – respondem todos.

– Capitão Albert Wesker. – chama Brian.

– Sim delegado. – responde Wesker.

– Você é o capitão do time Alpha então proteja seu time, cuide deles!

– Sim senhor – responde Wesker, mas sem a exclamação, faltou entusiasmo.

– Tem mais, antes de perdermos o contato com o time Bravo descobrimos que o assassino Billy Coen está foragido, ele foi acusado por comandar um massacre que matou mais de 20 pessoas em uma missão militar próximo de um vilarejo africano e foi dada a ele pena judicial de execução. Não sabemos como ele escapou, mas o lugar em que ele foi visto pela última vez é próximo do lugar de onde foi visto também, pela última vez, o time Bravo. Se o encontrarem, matem-no!

Billy Coen, não esquecerei esse nome, pois pode ser que ele seja o responsável pelo desaparecimento do time Bravo, talvez ele tivesse aliados, por isso conseguiu escapar, não sei, tudo isso não passam de minhas especulações.

Uma hora depois, todos estão prontos, equipados com armas e munições, prontos para concluir o objetivo. Agora estamos próximos do helicóptero que nos levará ao local de nossa missão. Estou perto de Jill e, olhando bem para seu rosto, percebo que está preocupada, mas não a culpo, também estou preocupado, e de repente, começo a me sentir atormentado e perturbado, alguma coisa me diz que esta será a última missão de minha vida, sinto que meus batimentos cardíacos estão cada vez mais acelerados, que meus pés não estão mais no chão, o que será que está acontecendo comigo? Por que estou me sentindo assim? E quando estou a cada segundo se perdendo em meus pensamentos, uma voz séria e fria surge e de repente me vejo muito mais próximo do helicóptero, mas um pouco distante de meus parceiros.

– Chris, você está bem? – pergunta Wesker com a voz séria e fria.

– Sim – respondo a Wesker, agora recompondo minhas forças, não estou mais tão nervoso como há poucos segundos atrás.

– Time Alpha, prepare-se para essa missão, estejam sempre de olhos abertos, não deixem escapar qualquer sobrevivente e, sobretudo sejam bastante cuidadosos, pois esta será a missão de suas vidas!

 

 

Continua…

Fonte da imagem

Esse é apenas o primeiro capítulo de um trabalho maior. O Matheus me conta que estava escrevendo essa fic para mostrar sua visão sobre a cronologia correta de Resident Evil, mas abandonou a ideia após o lançamento nacional de “A Conspiração da Umbrella”, de S.D. Perry. Portanto, decidiu ceder a primeira parte ao Resident Evil SAC. Vamos esperar que agora, com esse incentivo, ele continue a publicar a história em outros meios.

Quer mandar seu conto para publicação aqui no Resident Evil SAC? Você tem até o dia 30 de agosto para fazer isso. Assista a essa edição do VideoSAC para orientações e mande um email para contato @ residentevilsac.com.br.


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Autor: Matheus Vasconcelos Ver todos os posts de

Matheus Vasconcelos é gamer e otaku, fã de Resident Evil desde 2008. Tem 17 anos e trabalha como auxiliar administrativo. Adicione na PSN: resident-matheus.

22 Comentários em "Conto: “O Diário de Chris Redfield”"

  1. Ricardo Dias 03/08/2013 at 21:34 -

    KKKKKKKKKKKK

    Isso é real ou foi inventado?

  2. Luis 03/08/2013 at 22:10 -

    muito bom, poderia ser a abertura do umbrella conspiracy

  3. Diogo Bernardo 04/08/2013 at 14:48 -

    Conto muito bom! Ele teve alguns defeitos mínimos, como por exemplo, ele ser retratado como um diário mas contado como narrativa. Também não gostei do romance colocado ali, mas isso é implicância minha e não defeito do autor. No geral o conto está muito bem feito, arrisco dizer que um dos melhores entre as fanfics brasileiras que vi, e o melhor, deu vontade de ler a continuação. Espero que o autor continue a escrever em outro lugar!!!

  4. Ricardo Dias 04/08/2013 at 15:45 -

    Chris gosta da Rebecca e não da Jill.

  5. Filipe Aurion 04/08/2013 at 23:01 -

    Muito bom o conto, sei da dificuldade de desenvolver um conto, imaginar é muito fácil colocar na ponta do lápis é tenso. Mas a introdução ficou boa, também não gostei do lance da Jill e Chris, mas respeito a visão dele.

  6. Victor Breno 05/08/2013 at 10:45 -

    Legal o conto, mas falta a continuação.

    • Felipe Demartini 05/08/2013 at 12:16 -

      Vamos torcer pro Matheus continuar publicando ele 😉

  7. Nemesis BOW 05/08/2013 at 14:02 -

    tomara, gostei muito, so o lance do Chris e da Jill que nao bateu muito bem, mas ta beleza, eu ja tentei fazer isto, mas so pra gamer.

  8. Claire 05/08/2013 at 15:14 -

    Estou ansiosa pela continuação! Adorei a forma que você escreve a cronologia e também sobre os sentimentos do Chris pela Jill, tenho certeza que eles sentiam algo que ia além da amizade. ^^

  9. nome 05/08/2013 at 18:07 -

    Nossa, muito legal! Também quero ver a continuação… Esse conto ficou muito bom! 😉

  10. Alexandre FC 05/08/2013 at 21:23 -

    Excelente conto. Parabens!!!!

  11. Ricardo Dias 05/08/2013 at 23:29 -

    Também não gostei do lance entre Chris e Jill, acho que ele vê a Jill como ele vê a Claire(como uma irmã). E poderia citar também que o Chris é rockeiro, que ele tem uma jaketa do Queen e uma guitarra!

  12. RafaelRedfield 06/08/2013 at 13:11 -

    Sexualidade é um Tabu no Mundo dos Jogos , Raramente se encontra em um Game. se fosse em um Filme concerteza o Chris e a Jill ja Teriam Namorados ou Casados a Muito Tempo …………

    • RevilWII 06/08/2013 at 17:43 -

      Um Zilhão de motivos para o Chris não ter um relacionamento com a jill e você escolhe o tabu sexualidade nos games? Amigo ou o chris está na firendzone mais longa da história dos games ou é gay. Acredite, se eu trabalhase com a mulher que eu amo a mais de 10 anos e durante esses 10 anos ela continuasse solteira eu já teria casado com ela há muuuuuuito tempo. O que não falta são argumentos e fatos que comprovam a inexistência de amor entre os dois(obviamente não vou falar de nenhum aqui por que minha resposta já tá muito grande). Mas relaxa os fãs desse tipo de besteira em games podem ficar mais esperançosos já que ultimamente a capcom está atendendo a qualquer desejo para aumentar as vendas e agradar os fãs.

      • RafaelRedfield 06/08/2013 at 20:37 -

        Não Acho Besteira , ja que esses Sentimentos Concerteza ajudaria o Realismo entre os Personagens. porque é de da Dó , em Revelations o Chris ou até a Jill tem momentos que parecem uns Bonecos de Cera , pelo jeito o povo está acustumado com esse ”Heroismo” de o ”Bom” e ”pei pei” até o Fim. e pior que isso… só o Leon e a Ada naquela Tentação.

        • RevilWII 06/08/2013 at 23:03 -

          Eu acho besteira por que isso não acrescenta nada na história, não contribui para nada com a série (nada mesmo) e não faz diferença, juntando com o fato de que tem mais evidencias contra o relacionamento dos dois acabei perdendo o “T grandão” pelo romance dos dois personagens (talvez seja só por que eles apareceram poucas vezes juntos). Obrigado por respeitar a minha opinião e não vir como um fangirl louca dizendo que Jill+Chris é tudo de bom kkkkk. Sobre o que você falou dos personagens mais humanos, creio que devido a mentalidade dos fãs atuais da série isso não vai funcionar. Deixaram o Chris mais humano no RE6 e mostraram que mesmo um homem patriota que respira justiça também pode cometer erros e ficar acabado com isso. O que aconteceu? Ninguém gostou, só chingaram o personagem ou falaram que a capcom havia estragado ele. Apesar de todos os defeitos horriveis desse jogo e sua história besta eu tenho que admitir que vi muito mais sentimento humano nesse RE do que em outros, digo, explicitamente óbvio. Eu concordo com a visão do demartini, que você tem que enxergar aleém do produto final, ver outras coisas que a série oferece além de matar uma porção de bixinho mas não vi tanta emoção em nenhum RE quanto no + (talvez no 5 quando ele reencontra a jill ou a claire com o steve mas nada tão pesado quanto o chris do 6). É, acho que só da pra ter uma conclusão do que RE realmente vai ser quando o próximo jogo sair.

  13. João 07/08/2013 at 17:24 -

    Espero continuação.Ficou ótimo.

  14. Anna Beatriz 07/08/2013 at 20:52 -

    KKKKKKKKKKK
    PUTS!
    AMEI!!….Chris e Jill Forever haha *—*
    Continua….logo por favor *0*

  15. Borracha. 10/08/2013 at 15:18 -

    Sem palavras. Preciso da continuação! Pena que demorei tanto a ler – a minha semana foi pesada demais -, mas agora vou me dedicar e ler tudo! =]

  16. capitaochris redfield 11/08/2013 at 23:34 -

    ficou legal e como digo Chris é o cara mais importante da saga e torço muito para que ele e Jill fiquem juntos

  17. Umbrella 14/08/2013 at 13:27 -

    Se fosse a Capcom pararia com esse negocio de ouvir fans, ouviram tanto que olha no que deu, a Capcom tinha que ter suas proprias conclusoes, nada de intrometidas de fans, mas claro, vale reinvidicaçoes, esse negocio de dizer ” o jogo seria bom com a Claire no meio!” ou “A Jill poderia estar com o Chris na missao de Edonia”, todo personagem roda em uma trama, mais ainda há tempo de concertar os erros, bem que poderiam mudar este negocio que todo jogo tem que ter um ataque de bio-terrorismo na cidade, talvez poderia ser em uma empresa, prefeitura ou algo do tipo, a historia fica meio repetitiva, ja sabe que os herois vao achar a cura e fugir bem com os “heroes” em boa disposiçao.
    Mas o final que agradou mais foi a do Chris, nao foi algo repetitivo, mas inovador, sim , claro, teve a morte de um heroi, mas foi valida.
    Neste caso e se fosse a Jill?!Estaria morta OU NÃO?!
    Agora é so esperar pela Capcom agir.

  18. Max 21/08/2013 at 01:38 -

    Foi bom ler. Mas, faltou bom senso – Chris não se descreveria assim; não com tanto ego. Sr. Redfield sempre demostrou insegurança, como todo homem. E, odeio desapontar os fãs, no entanto já ficou óbvio o que Chris sente por Jill é uma grande amizade – um forte laço de parceria -, nada mais além, como se isso já não fosse o bastante.