Conto: “Memórias de outra vida”

Memórias de outra vida

Uma porta de madeira range ao ser aberta delicadamente, uma jovem ruiva não quer pensar em nada a não ser ter uma boa noite de sono. Trabalhar como ativista em uma ONG como a TerraSave pode render muitos dias cansativos, como esse. Os olhos azuis e expressivos de Claire Redfield mal conseguem ficar abertos.

Ela se joga na cama com milhares de pensamentos sobre os casos das pessoas que, de alguma forma, foram vítimas de acidentes biológicos. Porém, todos os pensamentos somem quando ela fecha os olhos, a escuridão emerge e a envolve, uma musica agradável começa a acompanhar esse momento tão relaxante, tudo está indo muito bem, até que a música aumenta sua intensidade e ela acaba despertando e percebendo que a música vinha de seu despertador.

Memórias de outra vida

Clique para ampliar. (Ilustração: Wallisson Carvalho)

O tempo passou muito rápido e ela mal percebera que já estava próximo ao horário de sua aula. Ligeiramente correu para o banheiro para se aprontar, porém ela paralisa ao se deparar com o seu reflexo no espelho. Algo estava errado em sua aparência. Delicadamente passou as mãos em seus cabelos e se questionou quando fora que os havia tingido de loiro.

Após sair do banheiro, ela rapidamente abre o guarda-roupa e se depara com um calendário de setembro de 1998. Sem pensar duas vezes, a jovem pega uma roupa de motociclista da universidade de Raccoon, veste o mais rápido que pode, prende seus cabelos dourados e checa sua habilitação. A jovem Elza Walker estava confusa, talvez tenha bebido na noite anterior, ela não se lembra, mas não se importava, na verdade sua única preocupação no momento era não se atrasar para a aula.

Elza sai do seu quarto, na ala feminina da universidade, e vai em direção ao local de sua aula, ela conhece muito bem os ambientes da instituição de ensino superior de Raccoon, mesmo sendo uma caloura. Elza estava muito empolgada com o fã clube de motocicleta que estava organizando com os colegas. Porém, a universidade está bem diferente de seu habitual. Estava tudo tão… Tranquilo!  “O que será está acontecendo?” pensou enquanto lia frases escritas com sangue na parede do tipo: “Aqui não é seguro”.

Memórias de outra vida

Clique para ampliar. (Ilustração: Wallisson Carvalho)

“Que tipo de brincadeira os veteranos estariam aprontando com os calouros?” pensou apreensiva. Ela caminhava pausadamente pelos corredores da universidade, todavia, o medo atingiria seu estado máximo ao encontrar o corpo de um conhecido que fazia jornalismo. Ben Bertolucci era o seu nome, estirado no chão com seu abdômen aberto deixando à mostra as suas tripas.

Desesperada, a jovem sai da universidade, pega sua motocicleta e decide ir direto para a delegacia de polícia de Raccoon. Estranhamente, ela não viu ninguém nas ruas da cidade, o que acabava aumentando a sua apreensão. Ela acelerou, mas, não conseguiria chegar antes do anoitecer. Próximo à delegacia de policia, havia alguns carros de polícia que foram incinerados, “O que está acontecendo com essa cidade” pensou enquanto se dirigia à delegacia.

À medida que o tempo passava seu medo só aumentava, principalmente quando notou que havia vários corpos próximos aos portões da delegacia. Ela desceu de sua moto, retirou seu capacete e tentou abrir, sem sucesso, os portões da delegacia. Ela gritou o mais alto que podia:

– Alguém, por favor, abra a porta!

Ela percebeu que não conseguiria abrir os portões da maneira convencional, e é então que ela resolve usar sua motocicleta para criar uma entrada alternativa para à delegacia. A batida foi forte e os portões cedem em uma brecha, o suficiente para ela entrar, porém, sua motocicleta é inutilizada no processo de arrombamento.

Elza, um pouco trêmula, se levanta. Ela entra no salão principal da delegacia, era algo muito perturbador. Uma grande área com alguns bancos acolchoados, alguns deles demonstravam tanto desgaste que dava para ver as espumas. Ao fim da sala, havia um balcão de madeira muito desgastado. As paredes eram pintadas de azuis, a tinta já estava se soltando da parede, na verdade, a coloração refletia nos móveis e dava uma ideia de um local monocromático, talvez uma escultura e um brasão no centro daquela sala desse outra visibilidade mais agradável ao local.

Tudo estava muito quieto, o único barulho da sala vinha de um televisor, que estava fora de sintonia, em uma coluna próxima de uma porta na lateral. Essa porta tinha passado despercebido para Elza, até o momento que ela ouviu um tiro que vinha da sala por de trás daquela porta.

A porta dava acesso a um grande corredor. Elza seguiu cautelosamente até se deparar com um corpo no chão. Ela se aproximou para ver se estava tudo bem. Elza se agachou perto o suficiente para ver os brasões, que eram praticamente iimperceptíveis devida àquela forte tonalidade de azul da farda do policial que estava caído. Ela sacode o ombro dele e nesse momento pôde perceber que a cabeça estava parcialmente apodrecida. No ímpeto, Elza tenta levar sua mão até a boca para tentar evitar que vomite, porém ela ficou em choque quando o policial abriu os olhos.

Memórias de outra vida

Clique para ampliar. (Ilustração: Wallisson Carvalho)

-Me desculpa, Ok?! – disse Elza em alto tom, para ter certeza que ele havia ouvido. Sua voz estava trêmula, ela se levantou o mais rápido que pôde. Para a sua surpresa, o policial também se levantou e começou a ir em direção a ela. – Eu não tive a intenção, apenas não se aproxime mais… – dizia ela mais assustada do que nunca.

Elza andava para trás na tentativa de se distanciar, porém, seus olhos estavam fixos na criatura que ela não sabia mais se estava viva ou morta, mas de alguma forma parecia que queria devorá-la. O coração de Elza quase parou quando bateu com as suas costas em uma superfície sólida.

Elza olhou para os lados da parede, ao qual estava encostada, quando percebeu uma porta. A criatura continuava vindo em sua direção e ela, por sua vez, ia em direção à porta. Sua mão chegou até a maçaneta, pensou estar salva. Todavia, seu cérebro quase desligou quando ela percebeu que a maçaneta estava sendo forçada pelo outro lado e abruptamente a porta se abre, e outro policial de farda azul está diante dela.

O coração de Elza estava muito acelerado, entretanto, um alívio emergiu quando ela escutou:

-Se abaixe.

Automaticamente ela obedeceu ao comando, enquanto se abaixava ouviu o tiro seguido da queda da criatura que a perseguia. Ela ligeiramente se recompôs para olhar para o seu salvador. Ele era um homem forte, barba para fazer, cabelos penteados para cima, porém estava um pouco assanhado. Era exatamente quem ela estava procurando, ou não, ela estava procurando socorro, mas aquela pessoa era extremamente familiar e aflorou os seus sentimentos fraternais.

– Me chamo Leon S. Kennedy, sou um policial novato. Nós não podemos ficar aqui, não é segur…- antes de terminar a frase, ele foi interrompido com um grito:

-LEON?! – ela disse como se isso quisesse dizer alguma coisa, mas de certa forma era algo muito familiar. – Meu… meu nome é Elza Walker e eu quero entender o que está acontecendo com essa cidade.

“SHHEEEEEERRRRRRRYYYYYYYYYY!!!!!” ecoou um som abafado pelos corredores da delegacia.

-O que foi isso?! – Elza indaga repentinamente.

-Temos que dar o fora daqui! – informou Leon. Elza, ainda preocupada com o barulho, tenta um acordo:

– Eu vou procurar por mais sobreviventes enquanto você encontra uma rota de fuga.

– Certo! – confirmou Leon ao mesmo tempo em que pega um objeto preso ao seu cinto e informa – Isto é um rádio, vamos nos comunicar por ele – e assim, os dois pegam caminhos contrários na esperança de se reencontrarem.

Tentando seguir o barulho, que de alguma forma lembrava um pedido de socorro, Elza Walker acaba indo para a prisão da delegacia. Todas as celas estão fechadas, mas isso não impedia que mãos putrefatas tentassem pegar algo por entre as grades. Porém, Elza percebeu que a ultima sala estava com a porta aberta. Ela se dirige até essa sala.

– PARADA! Quem é você e o que faz aqui?! – questionava um homem parrudo que usava um suspensório e a sua camisa estava com manchas de sangue. Ele segurava uma arma de calibre 12 e a estava apontando para Elza.

-Não atire, eu sou humana – disse aceleradamente antes que ele puxasse o gatilho.

– Hummm.. Me desculpe por isso, eu me chamo John e estamos vivendo tempos loucos…

– Você sabe de onde veio aquele barulho?! – interrompeu Elza.

– Você não deveria estar procurando por ele. Você deve estar se referindo ao William Birkin e ele não é mais humano!

– Não estou entendendo, você o conhece? – Pergunta Elza curiosa.

– Sim, nós trabalhamos junto na pesquisa do T-Vírus, substância que reanimaria corpos e iriamos produzir super soldados. A Umbrella era a financiadora da pesquisa, algo deu errado e William está mutando. Desde então ele tem procurado por sua filha, Sherry Birkin. Ele, agora como criatura, acha que ela é o hospedeiro natural para receber sua mutação – John baixou a cabeça por um momento e então prosseguiu – Ela está infectada, estive tentando protege-la desde então. Mas não consegui os materiais necessários para produzir uma vacina.

– Então, você é um cientista da Umbrella? – questiona Elza.

– Não acredito que você pensou que eu fosse dono de uma loja de armas. – John diz rindo, porém perceberá que Elza não havia achado graça alguma. Tentando reparar a brincadeira ele continua – Ela estava vagando por aí…

Elza sai e John a acompanha, ele parece saber os caminhos, e era verdade. Eles procuram por Sherry no estacionamento, nos esgotos até chegarem à fábrica da Umbrella nas ruas de Raccoon City. Lá, eles encontram com Sherry deitada em um banco, inconsciente. John acaba revelando que há um laboratório sob as instalações da fábrica, ele já trabalhou nesse local e conhecia todos os seus segredos. John pega Sherry nos braços e eles partem.

Memórias de outra vida

Clique para ampliar. (Ilustração: Wallisson Carvalho)

Eles param em frente ao elevador que daria acesso aos laboratórios, porém, o que eles não esperavam era que William estivesse à espera deles. Ele não era mais humano, tinha virado um antropomorfo, com mistura de homem e crocodilo, tudo isso fruto das mutações ao qual fora exposto e pronunciava uma única palavra: “SHERRY!”. Quando William dá conta da presença de John e Elza, ele improvisa um bastão com uma barra de ferro das instalações do elevador. John, sem alternativas, entrega Sherry a Elza para poder usar sua arma para atacá-lo enquanto Elza prosseguiria para os laboratórios em busca de uma vacina que pudesse salvar a vida da garotinha.

Sherry estava muito febril. Ela não sabia o que fazer, então resolve deixa-la em uma sala enquanto vai procurar pela vacina. As salas do laboratório eram muito parecidas. Ela estava perdida. Andando em círculos, sala por sala. Era um ambiente muito diferente do que qualquer outro que ela já tinha andado.

Elza teve um alívio quando encontrou uma sala com uma grande vidraça e pôde ver um homem de jaleco. Ele estava preparando algo, talvez ele soubesse como preparar a vacina, ela pensou naturalmente. Elza entra na sala ligeiramente. E reconhece que o homem na verdade era John e de fato ele estava produzindo a vacina que salvaria a vida Sherry.

– Sabe, eu tinha uma namorada, a mulher que eu mais amei na vida – desabafa John para Elza, ao mesmo tempo em que dava a vacina para ela. – Ela me traiu, roubou as minhas pesquisas e agora está me procurando, tudo mentira para poder ter acesso às pesquisas do William, o poderoso G-Vírus, um composto muito além do ultrapassado T-Vírus.

Elza guardava a vacina enquanto ouvia John. Ela pensa que aquela mulher deve ter feito um estrago muito grande na vida dele, que queria um acerto de contas. Ou talvez, ainda estivesse apaixonado por ela e não tinha se conformado que ela não o queria mais.

– A vadia de vestido vermelho, era assim que meus amigos se referiam a ela. – John continuou com muito saudosismo – Mas ela era uma mulher de verdade e resolvia as coisas sem precisar de ajuda, ela só precisava de um trouxa, como eu, para conseguir seus objetivos. Estive esse tempo todo atrás de um policial que saberia o real paradeiro dela. Na verdade, ele saberia tudo o que aconteceu, mas nunca teve chances. Ad… – John é interrompido com a vidraça quebrando, vários braços apodrecidos surgem abruptamente, logo os mortos-vivos invadem a sala e começam a dilacerar John. Seu corpo é partido em várias partes e Elza, naquele momento, não pôde fazer nada.

– Johnnnnn!!!!!!!- gritou Elza, enquanto ele era devorado. Depois um tempo, ela pode finalmente ver a arma do John. Ela ainda tinha ainda quatro munições, era o suficiente para estourar os miolos dos podres que estavam ali. E assim o fez. John havia morrido para que ela pudesse salvar outra vida.

Um alarme emerge ecoando por todo o laboratório: “O sistema de autodestruição foi ativado, detonação em 5 minutos”.

Agora é uma luta contra o tempo, em 5 minutos tudo irá pelos ares. Ela estava sozinha e ainda tinha que encontrar Sherry. Ela vai até o quarto onde havia deixado a garotinha, mas ela não estava mais lá. “Para onde será que Sherry foi?” pensou Elza apreensiva. Ela passa a procurar a garota pelo laboratório, sem sucesso.

O tempo acabou. Explosões acontecem por todo o laboratório. A jovem Elza Walker já não tem muito que fazer e apenas fecha os seus olhos. De repente, ela sente aquele fogo consumindo-a… Aquela fumaça que estava inalando… Ela já não estava em si… Até aquele barulho de locomotiva… Elza lembra que detesta andar de trem… Aquela motoqueira no meio daquela multidão… Acabou… O pesadelo chegou ao fim…

Memórias de outra vida

Clique para ampliar. (Ilustração: Wallisson Carvalho)

Claire Redfield abre os seus olhos. Trabalhar em uma ONG como a TerraSave faz ela reviver episódios como o de Raccoon City. Claire conhece os mais diferentes tipos de história em seu trabalho. Mas, de alguma forma, a história de Elza soou familiar. Claire costuma reconstituir e se colocar no lugar das vítimas para entendê-las melhor. Como ela tem experiência, fica fácil se colocar no lugar do outro. Porém, a história de Elza está fragmentada, ela não sabe como de fato aconteceu, e para preencher essas lacunas ela usou recortes de sua vida e do incidente em Raccoon City.

De alguma forma, Elza Walker vive dentro de Claire Redfield, suas experiências, idade, peso, altura e o acidente biológico fazem delas pessoas com alguma ligação para além da vida. Todavia, a história de Claire foi passada adiante e a de Elza ficou fragmentada, conhecida apenas em recortes. A contribuição de Elza dentro do incidente em Raccoon City nunca foi conhecida a fundo, talvez, passe até despercebida como milhares de vidas perdidas no incidente.

Claire entende essas pessoas e, de alguma forma, gente como Elza Walker vive porque a missão de Claire Redfield é externar esses casos. Colocar os envolvidos nesse tipo de incidente para responder por seus atos. A história de Elza Walker nunca mais será esquecida, pelo menos enquanto existir uma Claire Redfield.

Você também escreve histórias de Resident Evil e quer publicar aqui no RE SAC? Então mande um email para contato @ residentevilsac.com.br e vamos conversar sobre o assunto. Confira essa edição do VideoSAC para mais detalhes sobre o estilo, tamanho e outras informações sobre os contos que serão publicados por aqui. Há espaço também para os ilustradores/desenhistas que quiserem trabalhar com as histórias publicadas por aqui.


Tags: , , ,

Autor: Italo Oliveira Ver todos os posts de

Italo Oliveira é fã de Resident Evil desde 1996. Também é artista plástico e professor de Artes Visuais.

16 Comentários em "Conto: “Memórias de outra vida”"

  1. José Mac 04/05/2013 at 12:13 -

    Grande sacada essa de unir Claire e Elza em um conto!!!

  2. iuri dias 04/05/2013 at 12:23 -

    tudo com elza walker, eu amo, a elza é a primeira loira dos games resident evil dos anos 90.
    eu tenho paixão pelo resident evil 1.5.
    sou tarado pelo beta de 1996-97.
    e nunca deveria ter sido descartado.
    o resident evil 1.5, para mim ele é o resident evil 2, o que chegou para nós em 1998, na minha opinião é um code veronica de play 1.
    afinal, o re 1.5 é a proposta original da capcom, ele merece muitos amores pelo jogo 1.5, bem vinda elza e leon.

    • marcos RE 04/05/2013 at 18:05 -

      Menos ai fera o re2 é muito bom sim, a capcom tem seus motivos para cancelar o re 1.5 minha opinião!

  3. Lara 04/05/2013 at 13:02 -

    Òtimo conto,muito inteligente

  4. marcos RE 04/05/2013 at 13:04 -

    Que história impressionante, parabéns ao Italo Oliveira fiquei realmente impressionado com os detalhes que fazem a diferença em uma história!

  5. Bruno D cesar 04/05/2013 at 13:09 -

    Confesso que fiquei surpreendido com a história. Digna de virar um jogo, alá Ken Levine. Parabéns!

  6. Wallisson Carvalho 04/05/2013 at 14:54 -

    Grade história do amigo Italo!! Foi um prazer desenhar! O que ele fez envolvendo a Claire e a Elza foi o que mais me impressionou quando li a história! 😀

  7. fernando van dyk 04/05/2013 at 16:53 -

    o italo escreve muito bem sem duvida!!! ficou muito bem feito tudo bacana!! parabens italo

  8. Borracha 04/05/2013 at 18:39 -

    Incrível, Italo! Foi uma boa jogada tornar Claire e Elza a mesma pessoa! Sem palavras. PARABÉNS. =]

  9. Enésio 05/05/2013 at 01:22 -

    Uma Obra Prima, Prabéns

  10. Paulinha 05/05/2013 at 05:40 -

    Muito bom, instigante a história prendeu até o final, legal ter colocado John tornando mais interessante e seu fim que foi pouco esclarecido…

  11. Mestre 05/05/2013 at 14:32 -

    ADOREI!! Como se Elza fosse uma das pessoas que tivesse morrido no laboratório e Claire não sabia de tudo sobre o caminho dela, então usou partes de sua memória no laboratório pra fazer a historia da Elza ter um sentido (foi o que entendi) achei muito bom!!!
    Tá vendo? Dá pra ter um jogo com a Claire, é só a galera da capcom querer pensar numa história legal =P

  12. Italo Oliveira 06/05/2013 at 11:29 -

    Obrigado pelas palavras. Fico feliz que tenham gostado. Quero agradecer a todos que interagiram com suas interpretações e contribuições e quero fazer um agradecimento especial aos parceiros Wallisson, que deu vida a trama com suas belíssimas ilustrações, e ao Demartini, pelo espaço e por proporcionar esse momento ao qual os fãs podem usar sua imaginação e reler sua série favorita.

  13. jaideson 08/05/2013 at 09:20 -

    muito interessante, se eu entendi, no final a sherry ja tinha fugido com leon e claire.

  14. William 17/05/2013 at 15:51 -

    Essa história ficou muito boa mesmo. O Final eu achei muito Frmz também!!!!!

    Meus Parabéns, e concordo que sempre existirá uma Elza Walker enquanto existir uma Claire Redfield.. 🙂

  15. Marlucy 17/06/2013 at 22:33 -

    Adorei!!! Nada como uma otima aventura antes de dormir para sonhar…